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Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias >

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Título: Leishmaniose visceral em Mato Grosso do Sul: avaliação da medula óssea e perfil clínico-laboratorial
Autores: Castilho, Suelen
Orientadores: Dorval, Maria Elizabeth Moraes Cavalheiros
Chaves: Leishmania - parasitologia
Leishmania - parasitology
Data de Emissão: 2010
Resumo: A leishmaniose visceral é uma doença grave que atinge crianças, adultos, pessoas imunodeprimidas e apresenta alta letalidade se não tratada. Um dos fatores para o desfecho fatal é o diagnóstico tardio. Visando contribuir para um diagnóstico ágil e preciso com consequente tratamento adequado, este trabalho teve como objetivo descrever as alterações mais frequentes na medula óssea de pacientes com LV que possam auxiliar no prognóstico e no diagnóstico parasitológico direto. Foram analisados retrospectivamente prontuários e lâminas de 202 pacientes atendidos pelo NHU/UFMS, diagnosticados pela microscopia e/ou cultura no laboratório de Parasitologia Humana da UFMS nos anos de 2003 a 2008. A maioria foi procedente de centros urbanos, sendo 75,4% deles da capital. As crianças responderam pelo maior número de casos (59,9%), principalmente menores de cinco anos, e não houve óbito entre elas. Entre os adultos predominou o sexo masculino (70,4%). Na admissão a febre foi apresentada por 92,6% dos pacientes; hepatomegalia e esplenomegalia estiveram presentes com alta frequência, principalmente entre as crianças; e o emagrecimento foi mais evidente entre os adultos. Laboratorialmente os pacientes apresentaram pancitopenia com acentuada anemia e inversão albumina/globulina em 60,3%. Comorbidades mais frequentes foram: pneumonia, disfunções hepáticas, HIV e etilismo. Houve discordância entre os métodos diagnósticos, evidenciada pelos resultados falso-negativos. A maior parte das lâminas apresentou celularidade insatisfatória (65,3%), relacionada com a ausência de espículas e/ou aglomerados celulares (59,4%) e, portanto, não pode ser atribuída à atividade da parasitose. Os megacariócitos estavam reduzidos em 65,3% das lâminas. Plasmocitose esteve presente em 63,9% dos casos, com eventual observação de células de Mott e plasmócitos flamejantes. Rouleaux presente em 84,7% das lâminas. Histiócitos aumentados (56,9%) e a presença de tart-cell e/ou hemofagocitose foram detectados em 45,0% dos casos, principalmente entre as crianças. Amastigotas foram vistas no interior de granulócitos, eritroblastos e plamócito quando se verificou maior frequência de parasitas na lâmina. Eosinofilia foi detectada em 44,1% dos casos e grânulos mistos em 21,3%. Estruturas relacionadas à parasitose tais como expansões citoplasmáticas, restos celulares diversos e fragmentos de granulócitos foram visualizadas em 75,2%, 66,8% e 55,0% dos casos, respectivamente. Transformação gelatinosa da medula foi observada em 44,6%. Outras alterações constituem características de diseritropoese, mielodisplasia e/ou apoptose. Essas observações podem auxiliar no diagnóstico precoce e preciso, incentivando o examinador a uma pesquisa meticulosa de formas do parasita nos esfregaços, principalmente se apresentarem manifestações clínicas compatíveis e/ou o paciente for proveniente de área endêmica para a parasitose. Além disso, fica evidente a necessidade de otimizar a técnica de obtenção do aspirado de medula óssea a fim de melhorar a qualidade da amostra e consequentemente a sensibilidade dos métodos, permitindo instituição de terapia adequada.
Aparece nas Coleções: Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias

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